Cruz e Sousa

Cruz e Sousa

Com a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro, o poeta João da Cruz e Sousa foi um dos percursores do simbolismo no Brasil. Segundo Antonio Candido, Cruz e Sousa foi o único escritor eminente de pura raça negra na literatura brasileira, onde são numerosos os mestiços.

Principais Poesias de Cruz e Sousa

Livre

Livre! Ser livre da matéria escrava, arrancar os grilhões que nos flagelam e livre penetrar nos Dons que selam a alma e lhe emprestam

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Alma solitária

Ó Alma doce e triste e palpitante! que cítaras soluçam solitárias pelas Regiões longínquas, visionárias do teu Sonho secreto e fascinante! Quantas zonas de

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A Morte

Oh! que doce tristeza e que ternura No olhar ansioso, aflito dos que morrem… De que âncoras profundas se socorrem Os que penetram nessa

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Velho

Estás morto, estás velho, estás cansado! Como um suco de lágrimas pungidas Ei-las, as rugas, as indefinidas Noites do ser vencido e fatigado. Envolve-te

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Biografia

Os poemas de Cruz e Sousa são marcados pela musicalidade, pelo individualismo e pelo sensualismo, sendo também algumas vezes marcados pelo desespero e pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca. É possível encontrar em suas obras muitas referências à cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos, e a muitas outras cores, todas sempre presentes em seus versos.

No aspecto de influências do simbolismo, nota-se uma amálgama que conflui águas do satanismo de Charles Baudelaire ao espiritualismo (e dentro desse, ideias budistas e espíritas) ligados tanto a tendências estéticas vigentes como às fases na vida do autor.