Aurora morta, foge! Eu busco a virgem loura
Que fugiu-me do peito ao teu clarão de morte
E Ela era a minha estrela, o meu único Norte,
O grande Sol de afeto – o Sol que as almas doura!

Fugiu… e em si a Luz consoladora
Do amor – esse clarão eterno d’alma forte –
Astro da minha Paz, Sírius da minha Sorte
E da Noute da vida a Vênus Redentora.

Agora, oh! Minha Mágoa, agita as tuas asas,
Vem! Rasga deste peito as nebulosas gazas
E, num Pálio auroral de Luz deslumbradora,

Ascende à Claridade. Adeus oh! Dia escuro,
Dia do meu Passado! Irrompe, meu Futuro;
Aurora morta, foge – eu busco a virgem loura!

Outras poesias do mesmo autor(a):

Vencedor

Toma as espadas rútilas, guerreiro, E á rutilância das espadas, toma A adaga de aço, o gládio de aço, e doma Meu coração –

Leia a Poesia »

Soneto

A Frederico Nietzsche Para que nesta vida o espírito esfalfaste Em vãs meditações, homem meditabundo? – Escalpelaste todo o cadáver do mundo E, por

Leia a Poesia »

Trevas

Haverá, por hipótese, nas geenas Luz bastante fulmínea que transforme Dentro da noite cavernosa e enorme Minhas trevas anímicas serenas?! Raio horrendo haverá que

Leia a Poesia »

Budismo Moderno

Tome, Dr., esta tesoura e… corte Minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa Todo o meu coração depois da morte?!

Leia a Poesia »

A Esperança

A Esperança não murcha, ela não cansa, Também como ela não sucumbe a Crença. Vão-se sonhos nas asas da Descrença, Voltam sonhos nas asas

Leia a Poesia »

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *