Diego Souza Paiva

Diego Souza Paiva

Livro com o corte sujo, amarelado:
Tem cheiro de gente.
Livro emprestado:
Manchas indeléveis de carinho.
Livro pelos cantos, jogado, sozinho
É o que não se quer perder
Nas lombadas alinhadas;
São arapucas armadas
Ao alcance dos braços
Dos tropeços
Da insônia…
Livro com gosto de rede
De almofada
( Diego Souza Paiva )
*

A poesia
Revela minha incompletude
E me fala –
Pelo avesso –
Da plenitude
Do que não poder ser dito;
Do que à palavra se oculta
Do que no escuro se arrasta…
Apesar disso, insisto,
Não largo a batuta:
É que tenho a impressão
De que ser poeta
Me basta.
( Diego Souza Paiva )
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Uma resposta

  1. A poesia tranforma a nossa vida em sabores de encantamento e consegue colocar uma nuvem branca sobre o cinzento que paira sobre as nossas cabeças incessantemente. Poesia, tal como as crianças, são uma magia! são AMOR! Eu quero ser uma fingidora, porque fingidora consigo morar em lugares que ninguém mais consegue, excetuando todos os outros fingidores. Espero pot ti Fábio para um grito declamado, talvez de Antero, ou Pessoa, ou ainda Sofia, ou Natália Correia, ou Eugénio de Andrade, ou Torga, ou C. Drumond, ou Mário Cesariny, ou José Régio, ou ainda a fantástica Florbela Espanca! Obrigada Fábio pela sua coerência na escrita e na magia! AMO CORA CORALINA. Quero muito comprar a biografia dela- vou procurara nas livrarias. Adeus

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