Bruna Xavier de Moro

Assim caminha a sociedade – Bruna Xavier de Moro

Assim caminha a sociedade
para um isolamento sem fim
para o individualismo crescente
com a falta de ética eminente.

Assim caminha a sociedade
para um mundo frio cor de gris
para uma vida seca e sufocante,
que não permite-nos respirar.

Assim caminha a sociedade
junto ao sistema mecanizado,
programados para não pensar,
não contestar, apenas seguir,
como meros robôs executando
ordens, perdemos a consciência.

Somos marionetes, títeres,
fantoches dos grandes líderes
que controlam nossos movimentos,
limitam nossa visão de mundo,
atrofiam nosso cérebro
inativando o senso crítico.

Manipulados todo o tempo
tornamo-nos bonecos articulados.
Dizem que vivemos a democracia,
mas onde está a soberania popular?
A vivência em colaboração mútua
se extinguiu pela eternidade?

Assim caminha a sociedade
ofendendo nossos preceitos,
depreciando nossos princípios,
consumindo os valores morais.

Tudo é minuciosamente planejado
para perda progressiva da identidade,
para que permaneçamos na obscuridade
decaindo no abismo da ignorância.

A empestação se inicia,
com um vírus taciturno que
carcome, vagaroso, a mente
transformando-nos em perfeitos
ignóbeis em estado vegetante,
completamente à mercê do sistema.

Uma mente quiescente deseja
desesperadamente despertar.
Irritadiça e inflamada
posto que, cansou-se dos
sanguessugas de neurônios,
põe-se de pé, aposta para lutar.

Assim caminha a sociedade
o estreme, genuíno despertado
brada para levantar os demais
a luta só termina quando
todos os ideais são alcançados,
quando o sistema é abatido.

(Bruna Xavier de Moro)

*

A poesia da vida

A poesia da vida está em ter
sensibilidade para suprimir o
suplício de outrem, recebendo
como maior gratificação um
sorriso e contentamento alheio.
Em aguçar a percepção do mundo,
esquecendo-se das onerosidades
encontrando o suplente para os
problemas de difícil resolução,
superando todos os obstáculos.

A poesia da vida está contida
nos contrastes da mente em uma
escala diatonicamente imaginária.
Está no que despercebidamente
passa aos olhares inescrupulosos.
Em valorizar momentos de paz, apreciar
a belitude víride da mãe natureza.
Está em transfigurar coisas efêmeras
em algo perenemente duradouro.

A poesia da vida está simplesmente
em contemplar estocasticamente tudo
que cingi ao nosso redor, convergindo
para um ponto fixo, rutilando em alegria.
Poesia da vida, aqueles que a conhecem,
e sabem encontrá-la, conhecem realmente
a verdadeira essência da felicidade,
a chave substancial para a vida.

(Bruna Xavier de Moro)

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