Antônio Rolim Júnior

Antônio Rolim Júnior

ALÉM

Pudera eu amanhecer mais próximo e além
De teu rosto ser visto também ser tocado
Por cada afago perdido, que eu quis também
Ao perdê-los no tempo ter tido eu te dado.

Ter cada vontade sendo eu menos ansioso,
Seria cumprindo a terna vista do sonho
Que mais que um delírio, dormindo, fui curioso
A cumprir mais que real o que na mente ponho.

Se o ano vai passando e criando eu muito mais
Cada ânsia que não toco e que vejo tão pura
Mesmo pura, distante, por muito, porém

Prefiro sonhar com o que mesmo nunca tive
Ter mais felicidade porque a ti, inclusive
Desejei-te muito, por muito e mais além.

03.09.12 – Antônio Rolim Júnior

*

NOITE MESTRA

O céu escuro abraça o chão, por muito,
Vou olhar esse encontro cataclísmico.
Que nem tanto mais é algo assim sublime,
Mas o repúdio vejo que ‘inda é um crime,
E alta é a violação em tema estatístico.

Onde se aprende com sombras na noite?
E em que ano há mais luz, e em qual estação?
A noite nos ensina tantas cousas;
Quando a lua no céu escuro pousa,
Eis que tenho atento meu coração.

Ao longo das noites busco sozinho
O que na vida não se vive tanto.
Depois, de resultante, o aqui aprendiz!
Esta é a vida que eu mesmo nunca quis:
Contínuos fracassos, sozinho e em pranto.

Como um aluno descontente me volto
Aos lugares onde deixei meus rastros
Que volto pensando em cada crepúsculo.
Não foram erros desta mestra que é prima,
Mas o erro de tudo é esta minha sina:
Andar sozinho na noite maiúsculo.

09.12.11 – Antônio Rolim Júnior

*

CÍRCULOS

O círculo vai contra a lógica da reta,
Sem nenhum escape para algum certo fluxo;
E a adjacente tangente nem sempre acerta
Em roubar do círculo algum fluxo confuso.

Corridas eternas, lugares estagnados.
Voltas. Voltas de incertezas premeditadas,
Que as mesmas me são as ansiedades tomadas
Ao lotar-me, no fluxo, de antigos pecados.

E os caminhos de hoje caminho eternamente
Padecendo cansado das visões futuras.

De círculos se faz meu coração pulsante.
De torrentes, e em mim, essas memórias vão,
De esperanças vãs sustentam meu coração
E eternos são meus amores a cada instante.

21.11.11 – Antônio Rolim Júnior

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