William Shakespeare – Soneto 19 (traduzido)

William Shakespeare – Soneto 19 (traduzido) 

Tempo voraz, corta as garras do leão,
E faze a terra devorar sua doce prole;
Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre,
E queima a eterna fênix em seu sangue;
Alegra e entristece as estações enquanto corres,
E ao vasto mundo e todos os seus gozos passageiros,
Faze aquilo que quiseres, Tempo fugaz;
Mas proíbo-te um crime ainda mais hediondo:
Ah, não marques com tuas horas a bela fronte do meu amor,
Nem traces ali as linhas com tua arcaica pena;
Permite que ele siga teu curso, imaculado,
Levado pela beleza que a todos sustém.
Embora sejas mau, velho Tempo, e apesar de teus erros,
Meu amor permanecerá jovem em meus versos.

(William Shakespeare – Tradução de THEREZA CHRISTINA MOTTA)

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0 resposta

  1. Grande e imortal Shakespeare!…
    Fabio Rocha, seu blog de poesias é o melhor da net. Super parabéns!!!
    Uma frase de William Shakespeare que gosto muito:” Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes”
    Abraços….

  2. Tenho vários obras: 230 sonetos, dísticos, obras como longa-metragem, curta-metragem, e outros tipos de poesias conhece alguma editora que publique em parceria? Que tu possas me indicar? Bom dia!

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