O último poema – Manuel Bandeira – com vídeo na voz do poeta

O último poema

Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira )
(Poema digitado e conferido por Elfi Kürten Fenske, gentilmente cedido para ser publicado aqui na Magia da Poesia. A obra é do livro “Libertinagem e Estrela da Manhã”. 14ª ed., Editora Nova Fronteira, 2000, pág. 70.)

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=FGOtiF1_Pjs]

0 resposta

  1. Esta gravação do Manuel Bandeira foi feita por mim, pessoalmente, em minha casa no Rio de Janeiro, em 1967. Consta de meu CD "Manuel Bandeira: o Poeta em Botafogo", lançado em 2005. Bandeira era muito amigo nosso e foi meu padrinho de casamento com a poetisa Marly de Oliveira, em janeiro de 1964.

    1. Lauro, Glória a sua de ter nao só conhecido meu querido conterrâneo Manuel Bandeira, mas tê-lo como padrinho de casamento. Abraços

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *