Invictus – O poema que inspirou Mandela na prisão traduzido

Invictus – O poema que inspirou Mandela na prisão traduzido

Maravilhosa obra que inspirou Mandela na prisão e republicamos hoje em sua homenagem. Mesmo nome do filme dirigido por Clint Eastwood, também inspirador.

INVICTUS
William Ernest Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

***

INVICTO
William Ernest Henley

Da noite escura que me cobre,
Como uma cova de lado a lado,
Agradeço a todos os deuses
A minha alma invencível.

Nas garras ardis das circunstâncias,
Não titubeei e sequer chorei.
Sob os golpes do infortúnio
Minha cabeça sangra, ainda erguida.

Além deste vale de ira e lágrimas,
Assoma-se o horror das sombras,
E apesar dos anos ameaçadores,
Encontram-me sempre destemido.

Não importa quão estreita a passagem,
Quantas punições ainda sofrerei,
Sou o senhor do meu destino,
E o condutor da minha alma.

***

Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta

William Ernest Henley (23/08/1849 – 11/07/1903)

Nelson Mandela (18/07/1918 – 05/12/2013)

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0 resposta

  1. Que poema lindíssimo!!!
    Eu, não conhecia!
    Seu site Fábio Rocha, é o mais encantador da Net.
    Quanta maravilha,para nosso deleite!
    Muito,muito obrigada!!!

  2. a tradução de André Masini é mais bonita: Do fundo desta noite que persiste
    A me envolver em breu – eterno e espesso,
    A qualquer deus – se algum acaso existe,
    Por mi’alma insubjugável agradeço.

    Nas garras do destino e seus estragos,
    Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
    Nunca me lamentei – e ainda trago
    Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

    Além deste oceano de lamúria,
    Somente o Horror das trevas se divisa;
    Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
    Não me amedronta, nem me martiriza.

    Por ser estreita a senda – eu não declino,
    Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
    Eu sou dono e senhor de meu destino;
    Eu sou o comandante de minha alma.

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