A Alma Imoral – trechos

A Alma Imoral – trechos

“O herói do corpo é aquele que surpreende os outros e os seduz. Seus poderes são fazer uso do passado e de suas mágicas. O que já foi feito, visto, dito, falado e escutado passa a ser o instrumento para surpreender os outros. Já o herói da alma é aquele que surpreende a si mesmo e seus poderes são o que ainda não foi feito, visto, dito, falado ou escutado. (…) Enquanto o corpo se deleita com as conquistas da sedução, a alma o faz nas conquistas do assombramento pela surpresa.” (p. 46)

“Cada vez que fazemos o esperado, reforçamos um padrão humano automático de torpor. Existe em nós uma tendência de querer agradar à nós, aos outros e à moral de nossa cultura. Com isso vamos gradativamente nos perdendo de nós mesmos. E o despertar é a capacidade de perceber situações horríveis em nossas vidas, tanto no plano particular como no social e cultural. desse “horror” surge uma nova forma de ser, uma nova forma de “família”, uma nova forma de “propriedade” e uma nova forma de “tradição”. A imutabilidade do ser e da família, da propriedade e da tradição é a proposta desesperada de negar a natureza humana, que é mutante e requer novas formas de “moral”.” (ps. 64/65)

“Aquele que não faz uso de todo o potencial de sua vida, de alguma maneira diminui o potencial de todos os demais.” (p. 82)

(BONDER, Nilton, A Alma Imoral, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)

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