Canção do Amor Imprevisto

Canção do Amor Imprevisto

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mario Quintana )
(Poema conferido por mim mesmo em Antologia Poética. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. p. 64)

0 resposta

  1. Não tive a grata satisfação de ler as tuas poesias mas, eu gosto de poesias e foi assim que cheguei ate você,mas não o li ainda ,mas vou lê-lo. abraços, Néa Pilar

  2. Me diz, FÁBIO, POR QUE NÃO PODERIAS SER MAR…SE TU MESMO DISSESTE QUE A POESIA LEVA AONDE QUISERES IR… PODES SER NOITE E PODERÁS SER DIA SEM NECESSITAR DE LUZ,POIS, QUE A LUZ VIRÁ DAS TUAS POESIAS…PODERÁS SER LUA, SE PRECISARES DELA PARA RIMAR TEUS VERSOS E TUAS POESIAS, PODERÁS SER MAR SE QUISERES NAVEGAR…TUDO QUE QUISERES PODERÁS SER… DO LUAR AO BALANÇO DO MAR…NÉA pILAR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *