minha vida é insônia e um ônibus engarrafado

uso óculos escuros
na noite alta

estrelas

pianos

mortos me assustam vivos

respiração descompassada
entre os passos do passado
e os furos do futuro

toco a realidade
através de um véu amarelo
de racionalidade:

não sinto nada
além de falta

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