a ma_trix

a Matrix. sinal verde ou vermelho? a certeza de um marco. qual a cor da pílula que me cabe? estou perdendo ou ganhando segurando lentamente cavalos, testando os limites da casa, alicerçando um sonho mais real fora do agora. nado entre vozes lidas não minhas. como não ser o cego do Perfume de Mulher? estou em Pasárgada e cada olhar brilha Sim… tanta teoria… nenhuma delas ajuda se o caminho é seu. arrepio com o sinal enorme. morpheu e eu. vermelho. azul. tango. tanto sim numa cidade em que nem pergunto… reforço a escolha. vêm mais provas que não provo. o amor é o que mais a vida gosta de testar. e de crucificar. acolho a paz. perder é ganho. só por hoje. só por hoje. só por hoje. sempre gostei de vermelho. sinal. pílula. agora não preciso mais testar limites. confio em ser mais que o mundo. só por hoje. o cavalo viu a chance, cheirou o céu, viu todos os homens apontando seu crepúsculo… mas não pulou no abismo. só por hoje. nem no do dia seguinte. só por hoje não basta. coincidência absurda. eu surdo com o tom do rock ao vivo. eu vivo… a certeza do sonho ao alcance da mão e um japonês louco dublando Like a Virgin. vou é dormir. o amor é o que mais a vida gosta de testar. e de crucificar. todo dia é hoje. seguimos agora, eu e meus cavalos, asas reais, no vôo mais raro, compreendendo e sendo compreendido em Verdade, sendo herói e salvo, encontrando anjos e paz além do hoje, que todo dia é hoje.

Uma resposta

  1. Montando meu cavalo Zeus, não vejo o coelho que passa.

    Vejo o gato preto e acho que é ele o “dejavu”.

    Minha mão fechada, as duas pílulas viraram violeta.

    Diante do coelho branco, Zeus pára, levanta.

    E eu caio de costas na grama.

    As pílulas brancas caem no chão e provocam erosão.

    Não, não é mais um pé de feijão.

    O silêncio é quebrado pelo trovão e eu nada tomei para me proteger das vozes.

    De joelhos, Morpheus se rebaixa para me ajudar a levantar.

    Milhões de vozes reais retumbam: Não corra! Corra! Não corra!

    Parada, o deixo me elevar.

    A música toca e começamos a dançar.

    De repente, acordamos na nave, da mesma forma.

    Caí, levantei, dancei e despertei.

    Ajoelhou-se, ajudou, dançou e adormeceu.

    E qual era a melodia? Onde foi o cavalo? Porque não vi o coelho?

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