Nietzsche, cultura, história, vida

O problema:

“Estamos estragados para a vida, para o ver e o ouvir corretos e simples, para a apreensão feliz do que há de mais próximo e natural (…) não estamos convencidos de termos uma vida verdadeira em nós (…), produzindo dragões conceituais, sofrendo, além disto, de uma doença das palavras e sem confiança em qualquer sensação própria, que ainda não esteja selada com palavras, como uma tal fábrica de conceitos e palavras sem vida, e, entretanto, estranhamente ativa, talvez ainda tenha o direito de dizer de mim cogito, ergo sum, mas não vivo, ergo cogito.”

A solução:

“Cada um precisa organizar o caos em si, de tal modo que se concentre nas suas necessidades autênticas. Sua sinceridade, seu caráter vigoroso e verdadeiro precisa se opor algum dia ao que apenas sempre repete o já dito, o já aprendido, o já copiado. (…) o conceito de cultura com uma physis nova e aprimorada, sem dentro e sem fora, sem dissimulação e convenção, como uma unanimidade entre vida, pensamento, aparência e querer.”

NIETZSCHE, F. “Segunda consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da história para a vida” Rio de Janeiro: Relume Dumará. 2003 (Tradução: Marco Antônio Casanova) p. 94 / 99

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