dor no punho

o cego guia
ao brilho da palavra máximo

Beethoven surdo

a vida melodia

o cego sorri mascando chicletes

as frestas da realidade
nos iludem em luzes
ou sem luzes
a ser mais que cem

cem cavalos negros
Clarice
nos erguendo em asas
em palavras
até as barbas de Deus
até a altura do céu
até o rato morto no chão

parafuso de sangue

querer apenas uma mão
tocando a minha
quando da última respiração

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