LONGE, LONGE

LONGE, LONGE (poema do e-book CAMINHO A MANHÃ, registrado na Biblioteca Nacional e posteriormente publicado no livro CORTE*)

*(A parte entre colchetes não entrou na versão musicada)

(Para Drummond)

Ando, ando…

Bancos vazios
em corredores soturnos.

Prédios noturnos
me observam calados.

Rostos, vozes
tudo, tudo
longe, longe…

[O silêncio salta
faz piruetas e dança, invisível
pelo espaço intransponível
que separa eu de mim.

Não ouço meus passos
mas não importa
pois nem eu nem cada porta
por que passo
compreende esse trajeto.

Seguro
com as estrelas
o peso dos véus,
do escuro
e da ausência
inadmissível
intocável
intransponível
inassimilável.]

O vento venta
mas venta pouco.

Quem dera a paz…
Ventasse mais…
Ventasse mais!

E expulsasse
de minha mente enfumaçada
as centopéias indecifráveis
que me fazem não achar.

(Fabio Rocha – UERJ – 06/junho/2002)

caminhada

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OBS.: Republicando o post de 2 de fevereiro de 2010, pra manter o poema inteiro e correto, pois o mesmo teve a autoria roubada e ainda foi alterado no final no endereço agora removido e aqui. Olhem que tristeza:

poema-longe-longe-roubado

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