a quem contar

estendo a mão
pro amanhã

busco calma
na ânsia
porque falta

entre larvas e vermes
comedores de tempo
é preciso plantar o belo
permitir loucura
apressar a cura
porque falta

movo-me de novo

há muros sempre
chatices por fazer
e murros inúteis
com tanto a se perder

o tempo ruge
o dia rui

nos revolvemos em cinzas
porque falta
mas tenho pressa de verde

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