nossa senhora da busca

a sexta-feira longa…

a sexta-feira cansa.

pouco a pouco alçança
a outra margem do rio.

no escuro

procuro as frestas
das engrenagens
do sistema
i-n-q-u-e-b-r-a-n-t-á-v-e-l
que somos.

tal a palavra
se forma de letras
e independe de olhos

a sexta-feira chove
(relâmpagos de filmes)

a sexta-feira passa…

a sexta-feira santa
de nossa senhora da busca

3 respostas

  1. Na página onde as mensagens leio
    janela sem vidraça ou trancas
    Onde recebo os emails
    E agora tuas poesias brancas
    me debati com algum enleio
    e com sinceras e francas
    questões de meu devaneio:
    não consigo descartar as poesias
    mas não quero simplesmente guardá-las
    em meu espaço confiná-las
    gozá-las, gozá-la-ias?
    me perdoe o comentário
    sem destino, sem assunto
    quanto o humor sedentário
    na tua sexta defunto,
    mas ela não passa, se encrava,
    já se tornou nossa escrava
    e nós dela, demiurgos.

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