SOBRE O TEMPO

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há seres em estado depressivo constante que acham que isso é charme ou literatura. arrastam um medo enorme da felicidade. não pela felicidade em si, mas por sua finitude. algo como abrir mão de um pastel por ser o último, porque o pastel vai se acabar e não há outro para comprar… se refugiam em uma aura cinza e repetem exaustivamente outros sem cor ou sabor (e nada literários) falando que a felicidade acaba como papagaios. um choro sem fim de crianças mimadas.  
não sei se essa felicidade ocasionada por motivos externos e voláteis deveria ser chamada de felicidade. de qualquer modo, eu escolho as cores. e prefiro criar a repetir. 

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