MARÉ (PROMESSA)

amar é
e arde
sem porquê
se e somente se
queimar-se como fim
que sendo fim
não finda

e todos os monstros linda
tem mesmo que ter
brotando do ralo que pinga
do acaso, de Netuno, da impossível moringa…
pra abastecer

cato os cacos de caos e casos passados
enterrados em jamais
pois ainda podem se juntar em luz
e risos de coringa

novos céus
(meus e seus)
sobre arco-íris
azuis

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=anFxDsg20KE]

7 respostas

  1. Olá FábioSou sua seguidora há muito tempo embora só há meia dúzia de dias tenha "oficializado" essa condição. Criei um blogue que espero que visite e se gostar ficarei feliz por isso.Adoro a sua poesia, a forma como vive as palavras, como joga com elas. Fantástico tudo o que escreve. Obrigada Fábio pela oportunidade que oferece, a todos os que apreciam a sua poesia, de o lerem.

  2. Sou sua seguidora há muito tempo mas só agora me registei.Criei um blogue recentemente e espero que visite, se gostar ficarei feliz.Adoro a sua poesia, tudo o que escreve é soberbo.Obrigada Fábio, pela oportunidade, que oferece a todos os que apreciam a sua poesia, de o lerem.MariaJB

  3. Até brotou água: aquela que embaça pra limpar a vista. Imaginei moringas encaixadas por dentro, como estrutura da face de quem dá a cara aos tapas da vida.Excelente poema! Nadei agora! E o Chico no fundo? Delícia.Beijos.

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