CAR NA VAL

NA SAÍDA OS OLHOS AGUADOS DUVIDAVAM DO QUE JÁ ERA: TRÊS DIAS PRA DESTROÇAR UM CORAÇÃO. TRÊS DIAS… CAMINHAVA SEM VER A MULTIDÃO FANTASIADA. AS FANTASIAS DA MULTIDÃO SORRIDENTE QUE MORA NAQUELA MÃO, A MÃO QUE TRAZ A GUERRA (E NEM SABEM, E FESTEJAM!). AGORA PARTIA A OUTRA MÃO. MÃO SEM MÁSCARAS OU SENÃO. MÃO QUE ACALENTAVA. A MÃO FORA DA MULTIDÃO. A MÃO-ESPELHO, A MÃO-SUAVE QUE CONSEGUIA VER ALÉM DA GRANDE MÃO DA GUERRA E COMPETIÇÃO. RESIGNADA IA ELA, MÃO QUE ERA MÃE, MATERNAL E BRAVIA, EMPURRADA PELA GRANDE MÃO ABISSAL QUE AGORA NOS SEPARAVA. (HORÁRIO COMERCIAL. SENTIDO!) SEPARAVA? SORRI AO VER AS MENINAS FICAREM TÍMIDAS AO TIRAREM FOTOS VESTIDAS DE PALHAÇAS. SE VOCÊ FOR TÍMIDO, NÃO SE VISTA DE PALHAÇO. SORRI PERANTE TODAS AS TEORIAS DE SALTAR NO ABISMO. DÓI PARA CARALHO, PORRA… MAS NÃO HOUVE NEM SEQUER UM NÃO. NEM SEQUER UM! MEU BOTÃO DIZ QUE ESCAPAMOS DA MÃO PORQUE SEGUIMOS JUNTOS MESMO SEPARADOS. SEGUIMOS PORQUE NÃO HÁ MÃO QUE POSSA IR CONTRA O QUE É. SORRI PORQUE SALTARIA TUDO DE NOVO, PEITO EM FRANGALHOS, ENQUANTO O DIA-A-DIA VENCIA NOVAMENTE. APARENTEMENTE. APENAS PARA A MENTE. A BOSTA DO CORAÇÃO TODO ÁGUA É QUE SORRIA.

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