A DOG YEAR

o vento vem sem eu chamar

enquanto perco as mãos
em seus cabelos vermelhos

o momento se perde
dos relógios
no eterno

(você dorme
e sonha)

não há nada fora
do agora

as névoas de netuno
no mar distante se abrem
e pela água adentramos
a profundidade

o vento vem sem eu chamar
tal qual meu sorriso

a janela da glória
dá pra uma árvore que dança
sob um luar que descansa
pro sol poder brilhar

em algum lugar sinos balançam

a gata dorme negra
mergulhada em si mesma
sobre o sofá branco

adeus brumas de netuno

a vida me olha
me molha os olhos

acaricio a realidade
me delicio com o sagrado
por meio desse vento
através desses cabelos

vermelhos

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