BORDERLINE

82264 arte 762593

leio Osho do alto agora
silencio da borda
sem gritos íngremes:
paz sem nada além do vento

e se o mundo sempre empurra

não caio no futuro
não destroço o passado

sem planos sem metas
nem pro final de semana
sigo com sono
de tão relaxado

3 respostas

  1. Osho que fui alto demais, demasiadamente inconstante, como o grito errante antes da paz…
    Se o mundo fosse sempre quieto, os passarinhs não cantavam, o mar não ecoava e eu não falava…
    Mundo cão que abana o rabo e te faz correr ao precipício, lá não empurra, ousa te tirar do abismo…

    saí do futuro do presente, diretamente no seu passado, quem foi que me deixou passar? quem passou? O que importa é ser e estar…
    verbos irregulares que já não preciso decorar…

    efeito com flores, sorrisos, música e amores…
    tudo no plural, apesar da minha singularidade… mas quem se importa?

    o passado é teu, o futuro é meu! feita a partilha, nos casemos no presente!
    se houver separação de bens, não ponho meus pés no altar…
    passo, eu deixo passar…

    no fim o pato ficou com as alianças,
    e a guerra sequer existiu…
    nem vi passar, estava dormindo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *