DA DELÍCIA DA TRANQÜILIDADE INERENTE À CERTEZA DO CAFUNÉ

“Já não sou o mesmo caminho esperando numa demora, horizontes. / Sou só uma vontade boba invadindo o abraço, deixando na boca / um coração que não sabe amar superfícies.” (Priscila Rôde)

sobre mim gaivotas anjos
sob mim um chão de giz:
a mesma música
e tão diversos sentimentos
no devir do tempo…

caminho

tanto ar
tanto mar
tanta gente
tanto tanto tudo
que me recuso a olhar pequenezas

duplicidades divinais? santíssimas trindades? quartetos fantásticos?
auto-mantra: yes, I can!

ondas passam

abissais navios inclinam

afundo
pois é no profundo
que respiro

paro de nadar contra mim mesmo:
tudo é uma

relaxo
bóio
Caio

(se na volta a mim
sem ar
nem lembrar mais o que sou
melhor ainda:
sou mais a cada reinvenção!)

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