VOU-ME EMBORA PARA CAMPOS

"Ama-me pelo amor somente. / Não digas nunca: / “Amo o sorriso dela, / Seu rosto, ou o jeito de dizer aquela / Palavra murmurada de repente / Que faz meu pensamento confidente / Do seu, e torna a tarde ainda mais bela”. / Tudo pode mudar, meu bem; cautela, / Pois pode ser que o amor de nós se ausente. / Tampouco sirva o amor que assim me dás / Para enxugar-me o pranto por piedade: / Quem prova teu consolo é bem capaz / De, sem chorar, perder-te por vaidade. / Mas se amas por amor, conseguirás / Amar sem fim, por toda eternidade." (Elizabeth Barrett Browning, Inglaterra, 1806-1861)
 
estou farto dos quases
do agora não dá
dos sumiços
dos vamos marcar
das facas, farpas ou quaisquer armas ao fim (sem início nem meio)
das conquistas instantâneas que se esvaem sem tempo ou disposição
de dois corpos se estranhando em ser pouco nas camas e nos espelhos
das possibilidades infinitas de incompletude
que após grande esforço 
findam em menos que incompletude
 
estou sentindo meus cortes
estou revendo minha sorte
estou olhando as árvores mansas
estou indo para Campos
 
(Amor Fati)
 

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