QUANDO DO OUVIR AQUELE BRILHO INCONTROLÁVEL

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quero uma caixa no fundo do mundo
pra prender meu desejo profundo

meu peito sem água
transbordou desde há muito
de tanta mágoa

entre o Buda e o Zorba
este louco não é nenhum dos dois
(norma a definir depois)

e o ciclo desvairado
de encontro e desencontro
cansa

tragam uma balança
pra mensurar a distância
entre o agora e a estrela
(estrelas sempre com ponta de lança)

amarrem meus braços:
quero não querer!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=MvkRVELL6dg&hl=pt_BR&fs=1&w=480&h=385]

7 respostas

  1. Adorei esse poema, meio metafísico, meio inquietante. A música DUETO de Chico é uma das que mais gosto, maravilhosa, coube bem ao texto. É isso, Fábio…"Danem-se os astros,os búzios, os signos…" Beijo.

  2. Adorei seus poemas! Quanto a música, essa dispensa qualquer comentário. É Chico. E isso já é tudo. Ela cantada por ele e pela Nara Leão é uma das mais belas melodias que já ouvi.Beijos e ótima quinta.

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