DEPOIS DE LER VOCÊ

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olha, eu leio ainda

e se de quando em vez eu leio

(mas leio)

é porque venho contigo

um pouco

cá na noite do peito

vens junto

de leve

admito

leio

 

e a noite foi boa mesmo

talvez A noite

talvez O beijo

talvez O crepúsculo

tão fluido e natural

que deu vontade de pra sempre

mas, olha,

olha bem,

são dois fatos, em ordem, nesta data:

1 – não sou mais de guerra.

nunca fui de guerra

só que eu reagia desde sempre

porque tinha medo e raiva de estar tão exposto.

(e, convenhamos, ambos éramos afagar-atacar no mesmo verbo…)

2 – não sou mais de paixão-avassaladora-concentrada-é ela-salvação!

cansei de loucuras e deslimites.

logo, em resumo

te trago sim, na noite, no peito, na poesia

como trago o bom de infinitos nomes

mas trago cada vez mais espaço

pra dançar leve com o universo.

 

é, mas palavras o vento leva.

dito isso,

 

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