PROSAICO

Ah, a inabilidade de deixar as coisas andarem por si só… Minha pressa é de nunca ou sempre, é de tudo ou nada. Entanto os rios fluem no seu ritmo, mudos e mutantes. Mornos. Meu racional conclama: pressa pra que se o fim de tudo é a morte? O sentimental é surdo, porém. Eu crio, então… E eu tendo a crer no que criei. E a repetir demais a palavra “eu”. E a deixar a minha criação me matar afogado num dia de chuva, surpreendido pela falta de arrependimento.

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