POESIA-DÚVIDA (NEO METRALHADO)

venta azul e cinza

acordei novamente de um sonho
e não enxergo
não invento mais nada
nem entendo

silencio
no silêncio da lua que some
no imaginário céu

olho eu ontem
e já não sou eu hoje

ecoa à toa
a sua semente ainda:
“sempre tua. somente”
“sempre tua. somente…”
e a cacatua desconexa
jaz pedregosa e escura
no fundo aquoso de meus olhos cerrados

estendo tateando
dois corações românticos
nos varais ao vento
e sigo não compreendendo
absolutamente nada
(mãos vermelhas)

se eu abrir os olhos
quando eu abrir os olhos
se eu voltar os olhos para ti
poderei te dar meu olhar de antes?

(em caso positivo
para quê?)

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