POESIA, FILOSOFIA, PSICANÁLISE

ela me lembrou da Filosofia
e quando dei por mim
eu falava da minha paixão para a minha paixão
e o rio de Heráclito jorrava quente
através de minha boca
e minha pulsação aumentou tanto
que acordei às 3 da manhã e continuava falando no sonho
de Schopenhauer e a vontade de vida
de Nietzsche e a vontade de poder
do eterno retorno
de Parmênides, Platão, Epicuro, Espinosa…

da Filosofia como autoconhecimento
da Filosofia na vida prática
não da Filosofia como masturbação mental
não da Filosofia acadêmica atual
de especialistas em Nietzsche
tão especialistas em Nietzsche
que viajam pra Alemanha
e seu modo de ler Nietzsche
vira a Verdade sobre Nitezsche
(e Nietzsche nem acreditava na Verdade)

minha paixão é pela Filosofia que interessa
pela Filosofia na vida prática
pela Filosofia que gera autoconhecimento
pela Filosofia que quase toca a Psicanálise e a Poesia
(no tempo ayón de Heráclito)
pela popularização da Filosofia
tal qual Alain de Botton
tal qual Irvin D. Yalom

minha paixão é tão grande
e aumento tanto meu conatus falando dela
que acordo ãs 3 da manhã
e no sonho eu sigo
falando o que o tempo interrompeu no dia
e pensando no que o tempo interrompeu na vida:
a faculdade trancada

e tento entender porque a Filosofia sumiu de minha vida
e volto a somar os tantos poréns
que nos afastaram:
academicismos, excesso de especialização,
baixos salários, alunos e professores sem paixão,
mestrados impossíveis…

mas talvez eu esteja
exatamente pousado
sobre o melhor:
falar com paixão
de minha paixão pela Filosofia
para minha paixão

OBS: Meu blog apaixonado sobre Filosofia aqui. Comentem, discutamos, eu vou adorar. 😉

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