SUCINTO

Vou pelas bordas tênues limitando inutilmente seu tamanho em meu peito.
Beirando tudo, sentido, vontade, eternidade, inconsciente jorrando
vermelho… Beirando Beirut, Capitu, olhos de ressaca… Bentinho pirou, não
resta dúvida. Eu entendo o infeliz. Ando tão rapidamente perto… Agora
Neruda é lindo… "Tira-me o ar, mas não me tires o teu riso." Mas que
faremos em três meses? E quando o quente virar morno? Dane-se. Tal qual a
noite sob a luz amarela, meu corpo todo já me responde: dane-se! Estou
totalmente consciente. O saber cansa. A ansiedade em mim é constante,
independente de qualquer saber. Através dela, crio, aliás… Mas qualquer
pressa passa quando estou dentro das asas do teu abraço. Saber cansa. Não
sei mesmo é nada, mas SINTO que o grande desejo meu é ir em frente,
audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve, contigo.

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