ABREU

Sábado estranho. O sono não veio. Leio Caio e chove fraco. Tenho a certeza clara como um ovo apunhalado de que nunca mais estarei pronto. (A dúvida é se isso é bom ou ruim…) Venha o que vier, seja o que for. Minha condição agora é pendular, entre aceitar e explodir. Porque não estarei pronto. Nunca mais. Talvez, no máximo, tonto de tanta vida em tão pouco tempo. Tonto de novo algum dia, como quando eu não vivia. Condição pendular entre todos e ninguém, vitória e derrota, prosa e poesia. Balançando num relógio de parede hipnótico. Tic tac. Tudo é um. Tudo é o mesmo, geminiano. O diferente é uma ilusão causada pelo tempo. Tic tac. Ao mesmo tempo, esses sutis encontros, essas coincidências que agora vejo como sincronicidades, como uma teia invisível por trás dos fatos e molhada de chuva, que só sentimos na pele, no toque da esperança e de sentido como de uma aranha sagrada… A menina linda do restaurante que talvez nunca tenha recebido meu cartáo, que me olhou tanto, que não me deixa dormir. Encontro. Esperança. Ah, a impossibilidade do presente…

9 respostas

  1. Eu tentei dormir e voltei pra cá… Porra, velho, que merda seu pânico aumentar com minha louca prosa! Assim me desestimulo a escrever… Espero que esteja melhor aí. Abs

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