PRAZO

De onde
essa raiva?

A mesma raiva?
Raiva nova?

Arranhando a ausência de que?
De quem?

Elas chovem.
E eu relampejo.

Vendi um carro,
alguém me ama…

De manhã cedo
como banana…

E sigo roendo raiva
no escuro?

E sigo roendo essa raiva
no escuro?

E sigo roendo essa mesma raiva
no escuro?

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ej1zMxbhOO0&hl=pt_BR&fs=1&&w=425&h=344]

8 respostas

  1. Ei, Fábio, sempre venho aqui, mas não deixo comentário. A raiva às vezes é necessária, mas melhor quando passa. Seus poemas estão ótimos e o blog uma graça. beijo.

  2. Quando range a raivaalimento uma feraque vocifera em mimAtiro-lhe o meu pior em seta de olhar cortante(Des)afio suas garras:são as palavras afiadascom que arranhoo que mais amo;rosno, mordo, rasgo…Mas como ninguém,Sou eu que sangro!.Katyuscia Carvalho…Um abraço, Fábio.

  3. Nossa, Ka, lindo poema! Extremamente parecido com esse meu das antigas, ó:O GATODe quando em vezesse ser equilibradode aparente ausência assimilada,esse eu sério, de óculos, barba,poucas palavras e sorrisos,desce da altura medida.A vista míope enturva, escurece.Dentes trincados não fazem preces.A lentidão de pernas e braçosdestransforma-se em negro gato.Gato ágil que arranha de angústia roucatão profundo, tantas vezes, tanta gente…vai embora num relampejar de luz poucae sou eu quem se arrepende.

  4. Fábio, ambos tiveram mesmo muito em comum… tanto o tom felino, ímpeto e instinto, como a lucidez que o impulso embaçara no final.;)Grata pela partilha.Beijos.

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