LUKE

Use a força, Luke. Sim, ela me queria tanto e tudo tão rápido que me assustei muito e minha razão descontrolada usou o sabre de luz na castanhola mística que se partiu para sempre. Já era. Sempre é sempre. Incolável. Depois, ela me querendo no hoje e eu não assustado, passei a querê-la, aberto e leve e vencendo a razão. A força enorme em mim. No amanhã, ela não me querendo mais, andei fênix. A ciranda de Drummond. No depois de amanhã, olhando a maravilha da vista, a glória do horizonte, já comecei a me concentrar no beco de Bandeira. Use a força, Luke. Mestre Marques, ensangüentado de touros, não me salvou da posse. Planos. Planos racionais. Medir e controlar riscos de sofrer futuramente. Luke, Luke… A sombra no meio de tanta luz. Estou aberto como um pato e pensando na beleza do que foi, vejo o que não mais será. Grandes riscos de sofrer futuramente. Porém só esse medo talvez já seja mais sofrimento presente do que o de qualquer futuro possível. Acordo suado no sono da tarde. O medo leva ao lado negro, Luke. No entanto, cabe dizer, castanhola estilhaçada, como posso querer qualquer futuro, ela com tantas cicatrizes? Não existe castanhola de metal líquido que se autosolde novamente. Como posso querer? Como posso não querer? Mas querer o que? Um nome e um hábito e uma posse mútua e eu engordando e apelidos estranhos e uma rotina até que a merda ou a morte nos detone? Querer o que? O que, meu deus? Ela só minha? C-3PO.

Ela real: fim.

A força: ainda em mim.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *