ESTADO

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“Em geral, uma característica típica das pessoas a quem falta Água é uma tendência a não terem muita auto-observação, de modo que muitas vezes nem percebem o que elas mesmas estão sentindo. Muitas vezes ocorre uma confusão de emoções: se você sente zanga, fica triste. Se sente tristeza, transmite a idéia de que está tudo bem, e assim por diante. Inconscientes de si mesmas, as pessoas com problemas de Água apontam com muita facilidade os defeitos alheios, cobram os outros, mas não enxergam as próprias necessidades emocionais sufocadas. Em alguns casos, pode haver alguma crueldade e/ou agressividade no comportamento. Como diriam alguns, “falta empatia”. Outras pessoas com falta de Água podem não manifestar esta crueldade e falta de empatia, mas podem ser muito duras consigo mesmas e com os demais.”Trecho do meu mapa astral no Personare

Ninguém compreende
a agrura
de cada mínimo mísero passo meu.

Nem entende
o esforço por trás
de cada presente que dou (e meço).

Ninguém.

(Nem agüenta indolor
os monstros invisíveis atrás
do silêncio a dois incolor…)

Quem ternamente compreende
(sei, sei…)
passam dois ratos
vai pra outro lado
passam dois ratos
vai pra longe
dá tchauzinho
passam dois ratos
foge
corre
some.

Eu não julgo.

Eu não sou meu eu-lírico
em paz
cheio de ideais…

Eu não sei quem sou.

(Nem os ratos.)

Num mundo imundo distrito
de egoísmo e intolerância ao distinto
(que me arde mas faço parte)
eu parto ficando
e vivo indistinto
entre o calar e o ferir
entre o pai e a mãe
entre o céu inalcançável e o inferno deserticamente real
forçando passos sem conseguir sentir o vento
forçando passos pra não enlouquecer parado trancado estagnado
mas odiando cada nova ferida do caminho.

E cada pétala de rosa tênue e perfumada
(brilhante, linda, plim, plim)
tem o poder de me cortar ao meio
como a mais afiada espada
desde sempre
sem esforço
desde sempre
desde sempre…

Parto?

Mas entre viver assim
e ver um filme ruim
no meu maldito abençoado quarto fechado
prefiro pastel
odiar a mim
e um vento inventado qualquer
por ora.

Por três meses ao menos.

Nestes termos,
cabeça inclinada,
peço: dê ferimento.

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