POEMA-HOMENAGEM AO CINÉFILO SOLITÁRIO

Esse poema é pra quem vai ao cinema sozinho.

Vai no sábado, chega cedo e senta no lugar marcado
esperando o que pode vir parar ao seu lado
na vida…

Wall-E sem Eva,
90% do espaço ao seu redor
são namorados
de mãos dadas…

Então vem a música branca
a paz da luz
o cavalo correndo e ganhando asas
o volume aumentando
e tudo melhora.

Há aqueles
que falam sozinho
comentam o filme
de si para consigo…

E os que vão depois do “The End”
para os jardins com chafarizes e lembranças
para os carros negros estacionados com placas desconhecidas
andar na chuva fina
na dor inútil
e, suando, pensar:
pelo menos
ainda consigo.

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