DIVAGAR

Começo a perceber (finalmente fora das teorias frias – e inúteis – dos livros) a importância da falta para a valorização da plenitude. Entendo melhor as viagens de Amyr Klink, a valorização da dor de Nietzsche, a motivação dos alpinistas para escalar o Everest… Tudo isso serve para que a casa, o cotidiano e tudo nele que está ao alcance, possível, acessível e constante mude da normalidade para a falta. Da certeza para o medo. Do seguro para o perigo. Do mesmo para o novo. Olhar as mesmas coisas mas com novos olhos, como Parmênides filosofou e agora sinto. Perder para ganhar. Sair para voltar e ser mais feliz com o que já se era.

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