SALA DE ESTAR

Sentamos na sala de estar. O som do silêncio é o relógio de parede que quebra, por não estar quebrado – infelizmente. Dura três longos minutos. Fala-se, então, das novas descobertas científicas na revista que podem nos fazer viver mais. Me pergunto para quê. E a caverna subterrânea, da beira do profundo nos observa, repleta de silêncio e coisas escuras por dizer e uma pitade de ser. Entreolhamo-nos, semiconscientes dela mas sem coragem. O relógio segue. Ninguém desce a si.

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