REVENDO JANELAS (SEM RIVOTRIL AINDA)

Essa voz
de dentro da boca que finge falar poemas
(mas só os pensa)
está cansada.

Sem um projeto coletivo e utópico onde caibam meus sonhos
sem um dia-a-dia individualmente minimamente simplesmente suportável
sem grandes avanços na psicanálise além de querer parecer curado…

Eu mesmo
a mim mesmo
só comigo mesmo
constantemente me prendo.

Só.

O resto são detalhes
variações sobre a mesma lenga-lenga
e versos sem rima.

Vejo:

Janelas?

E as quatro paredes
maiores que elas?

7 respostas

  1. Eu gosto desses conflitos. Você os passa com uma exatidão absurda. Não poderia ter outro nome a não ser “da busca”, este blog. Continue inconformado, meu amigo.Grande abraço!

  2. Busquei de novo sua fonte, revi minhas janelas através dela…Sua poesia é algo que me emociona.Reitero as considerações do Ígor Andrade. Parabéns!

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