Cada átomo que há em mim igualmente habita em ti.

Ando lendo os belos versos de Walt Whitman, o que aumenta a minha vontade de um maior contato diário com a natureza… Para quem não conhece este estadunidese (pananteísta como Spinoza: Deus – ou a Natureza – estaria em tudo, em cada manifestação que podemos perceber no universo), ele parece ter inspirado simplesmente Fernando Pessoa, e ficou mais conhecido do grande público recentemente por ter seu poema “Ó Capitão! meu Capitão!” em destaque no filme “Sociedade dos poetas mortos”. Mas aqui quero é mostrar esta transcendental passagem de busca:

“Cada átomo que há em mim igualmente habita em ti. […] É a ânsia central em cada átomo […] Para retornar à sua divina fonte e origem, não importa a que distância esteja, potencialmente igual em todos os sujeitos e objetos, sem exceção.” – Walt Whitman

Esse trecho me lembrou a “sensação oceânica” a que Freud se referiu ao tratar da religião. E lembrou também a “will to life” de Schopenhauer, ou a “vontade” de que Nietzsche fala no “Nascimento da Tragédia”, vontade de cada coisa individuada em nosso mundo (apolínea) retornar ao “uno primordial” (dionisíaco)…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mnDUndWVMkk&w=425&h=344]

Leia mais citações

Leia mais filosofia

Leia mais poemas de grandes poetas

3 respostas

  1. Lindo. Parece bastante a idéia do “todo”. Hoje após uma acirrada discussão sobre preconceito, julgamentos e segragação, também cai muito bem o “Cada átomo que há em mim igualmente habita em ti”, dando ao menos uma sensação de igualdade, de sermos feitos do mesmo pó ( e a ele voltarmos um dia). Será interpretação muito viciada?!beijosaceito críticas 🙂

  2. Gosto também: "O que pode ser maior ou menor que um toque."
    Este blog me tocou. Tenho a edição bilíngue(trdç. de Rodrigo Garcia Lopes,Uma seleção de Geir Campos,outra de Ramsés Ramos. Amo Walt Whitman.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *