DA IMPORTÂNCIA DAS METAS INFANTIS

Vaso de folha antiga
quebrado inteiro
folha de palmeira
quase asa
vento ligeiro

Regurgito sabiás
e rememoro metas:
voar.

8 respostas

  1. Mudou o título. Acho que preferia o primeiro. Não sei, a idéia de rememorar metas e o voar me fizeram pensar um pouco sobre a coisa. Realmente, voar era uma meta minha, e tenho deixado ela de lado.ENfim, bom poema. Me faz pensar bastante, de fato.Ja-ne. Bem, eu quase sempre gosto dos seus poemas.

  2. Lindo o poema nostálgico. Imagético. Assisto ao menino-sabiá, sinto o cheiro verde das folhas e a meiguice da casa da avó. E senti sim, como é voar 🙂 Beijos sonhadores ah, marcaria e desenharia estrelas ao redor :-)))

  3. Obrigado, Moisés e StellaAcho que vou mudar o título… A meta é que deve ser destacada, acho (e eu também havia me esquecido dela, Moisés).Stella, saudade docê! 🙂

  4. Gostei do novo título. Realmente, a meta de voar deve ser destacada com toda a atenção possível. Afinal, é justamente isso que vivemos esquecendo. Eu tinha esquecido porque fazia filosofia, acredita?Ja-ne. Geminiano, elemento favorecido: Ar.

  5. Quando li o poema pela primeira vez ele me lembrou vagamente um poema meu, ams na hora não achei importante. Agora que foi levantado o problema da meta de voar, porém, ele me pareceu crescer em importância.Deve ser lembrado que as vezes não só esquecemos que queríamos voar, como acreditamos estar voando. Imaginamos ser livres, estar no céu, mas temos pés presos no chão. Esquecemos que sonhávamos com o vôo dos pássaros, e aceitamos o vôo dos aviões. O poema que cito foi escrito para retratar fugas da realidade, mas acho que ele trabalha a questão do vôo falso adequadamente.VoandoA pressão atmosférica desce conforme subo aos céusO ar rarefeito não toca meus pulmõesMeu diesel queimando monooxida o arMas estarei longe antes de me afetarMach 1, mach 2, digital a informarPonteiros e botões para o vôo controlarPés pedais, mãos no manche, dedo no click para atirarCom toda a liberdade, destruir e voarNa casca de metal que do vento esconderAsas falsas e corpo forte a um fraco concederLiberto engana-se no limitado espaçoQuem é carregado não conhece o vôo do pássaroE acha que é forte ao não ver nenhum problemaPor fugir deles tão rápido que a própria vida um dilemaNunca consegui me decidir se o título deveria ser esse ou Voando alto, e realmente queria mudar os dois primeiros versos apra que o soneto todo rime, mas, probleminahs a parte, acho que ele cai bem na situação.Ja-ne. Esse poema nem é tão velho assim.

  6. amor, que saudade loucaaté daqui te leio, meu reiGostei sim do novo título! Continuaria marcando e desenhando ao redor do poema. Beijos cansados meusStella

  7. Belo poema, Moisés! Trabalho bem a imagem de um guerreiro do ar num caça hoje em dia… Vôo e liberdade falsas com certeza. Quanto ao título voando alto parece bom também mas talvez seja meio lugar-comum, né? Sei lá. Fiquei com a mesma dúvida. XD AbraçãoStella, saudades!! Beijos

  8. Quando eu era pequena, disse , um dia que ia escrever um livro e que o título dele seria “Eu borboleta”.Me sentia uma verdadeira borboleta recém formada, pronta pra se livrar do casulo e ganhar o céu. Voar parece ser um desejo de todo mundo… seja quando pequeno, misturado à uma crença de que as coisas são realmente mágicas, seja em qualquer outra época vinculado a um ímpeto pela liberdade …, pela libertação de nem se sabe o que.

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