CASA DA VÓ

Pedrinho se fascinou do ser f-o-r-m-i-g-a.

Olho de lupa,
cientista quando crescer…
Amava-as no vidro com açúcar.

Aí, de repente, amanhã
veio titia católica
e lhe mostrou a culpa cristã.

Pedrinho chorou lágrimas de dó
e abriu o vidro
de geléia de mocotó.

(……………………………….)

6 respostas

  1. Ahhh, depois dos parênteses, meu segundo artifício favorito são as reticências (adoro fazê-las na vertical, em três versos com apenas um ponto cada… me dão a sensação de que o poema escorre, fica mais vertical).A separação do formiga em letras é interessante, mas acho que sonoramente fica chato (a palavra é muioto grande para se soletrar em uma declamação. Embora fique belo escrito).O último verso é épico, simplesmente excelso (muitos poemas meus terminam de forma semelhante XD).Devo dizer, porém, que tenho a leve sensação de que algo da idéia me escapou. Eu sinto como se minha percepção apenas arranhasse a superfície de seu significado.Ja-ne. Como foi na prova?

  2. Sonoramente, sei lá, acho quase todo poema ruim, gosto é de poema lido mesmo e não “declamado”. Se bem que até lido tem um som na nossa mente, né? Ah, a formiga chegia de hífen foi uma tentativa de inovação formiguística… 🙂 Depois me diga o que é excelso que te digo o que tem no final e por baixo do poema. 🙂 Poema explicado é pior que piada. Na prova, pra variar, falei até mais do que pediram e você? :)Abraços

  3. Poxa, como gostei do poema! Definitivamente marcaria! Acho que todos somos um pouco Pedrinho. Com as “formigas” e com a culpa. beijos meus

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