PERIGO

Não leio um poema
sou o poema

Não vejo um filme
sou o personagem

Não leio um filósofo
penso como ele

Caso contrário não me interessa

Tenho pressa

E me vejo agora triste
diante desse Nietzsche
metódico-dogmático-difícil
e inútil para a vida prática
que nasce em aulas tão convincentes

5 respostas

  1. Obrigado, Elliott e Laura!Laura, essa questão eu já me fiz algumas vezes… Seguem enumeradas metodicamente algumas respostas possíveis. :)1 – (resposta filosófica) a própria vontade de poder, pois meu eu quer testar o quanto pode suportar teorias que entram em conflito comigo sem deixar de ser ele mesmo (do mesmo modo que as forças da vontade de poder entram em embate a cada instante novamente, graças ao devir)2 – (resposta poética) a inspiração / sofrimento que tais aulas proporcionam3 – (outra filosófica, seguindo Alain de Bottom) a vontade de status, pois suportando as aulas poderei um dia dizer que sou Filósofo – com diploma 🙂 (sim, confesso que sim)4 – tem um lado meu que gosta de ver outras facetas de Nietzsche ou de como interpretá-loOBSERVAÇÃO: Devem haver mais respostas – e mais perguntas 🙂

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