PARA CLARICE LISPECTOR

. E de vez em quando eu também sinto uma dorzinha fina, incômoda e sem lugar. No entanto, talvez por puro prazer masoquista, talvez por pura vontade de mergulhar mais fundo, ao invés da fuga habitual, puxo ainda mais forte os fios invisíveis e silenciosos da solidão. E todo o mundo parece melhor, estranhamente. Deixo a vontade de entender um pouco de lado, e sigo parado como a sua menina ruiva, sentada às duas horas da tarde num sol danado, com soluço e sem cão. Acabam saindo umas letras negras no meio sangue branco…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *