SO(M)BRA

Em desalinho
tecer dias
tardes
tardes
acnes
de palavras que não bastam

tempo
todo
longo

tic
tac
do relógio que não há
em contagem regressiva
para o não ser

tic

tac

até que toca
a sonata
ao luar:

precioso
tempo
todo
meu

3 respostas

  1. ^^que mui belos são esses teus poemas…ainda me lembro de quando entrei na magia da poesia, me encanteie eu aqui nessa cidade cercado de realidade… procuro flores no asfalto..se encaixou perfeito para o que sentia, e sempre encaixa..é engraçado, continuo aqui procurando flores no asfalto..aí tem uns poemas outros que me parecem continuação desse..como o de tecer o tempo..gosto muito ^^

  2. Oi, Tulipa. Desse poema antigo, ainda gosto… 🙂 É preciso buscar flores no asfalto, né? Stella, meu amor, obrigado pela visita e leitura!

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