MEMÓRIAS DE COR

Azul
era o jardim de inverno
da casa de minha vó.

Usávamos
(com cuidado)
no verão
para tomar chá
com a primavera
em dias de maior
elegância.

Vasinhos azuis com plantas choronas
nas grades das janelas duras.

O ar condicionado
nunca funcionou bem…

Brinquedos meus
de que nem lembrava
perto da esteira
onde ninguém andava.

Discos antigos
com músicas de amor
que me povoavam
alguma dor não vivida
(ainda).

5 respostas

  1. FabioMuito pouco me importa o que os outros vão achar.Na minha opinião “Memórias de Cor”, é um dos mais belos poemas que já escreveu!Lembra saudade, saudades me lembra um poema que postei ontem de Pablo Neruda:“SAUDADE… – Que será… eu não sei… tenho buscadoem certos dicionários poeirentos e antigose outros livros que ocultam o significadodessa doce palavra de perfis ambíguos.Dizem que as montanhas são azuis como ela,que nela empalidecem longínquos amores,e um nobre e bom amigo meu (e das estrelas)nomeia com os cílios e as mãos em tremores….”Meus mais sinceros Parabéns!AbraçosHay

  2. Fabio!Agradeço a visita.Sou apenas o ser que copia e cola, mas apenas copio aquilo que mexe com o coração e as vezes da um nó na garganta… sei que entende.Me permita um dia colocar um poema seu no meu blog. Se permitir, lhe aviso.Abraços sincerosHayPS. Qto a saudade ser azul, para mim sempre foi, talvez porque azul tem essa conotação de distante, inatingível…

  3. Hay, Um ser sensível e leitor como tu talvez devesse estar fazendo mais do que as fotocopiadoras! 😉 Vamos, é um chamado à batalha contra a folha branca! O mundo precisa de mais poetas… Quanto a poder copiar meus poemas, sempre permito a cópia sem fins comerciais na internet, desde que se copie e cole ele inteiro bonitinho [:)], incluindo a autoria e um link pro meu site. Agora, falando mais pessoalmente, será um prazer estar no seu belo blog.

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