Julgar poesia

Eu não sei o quão julgável pode ser um poema… Até porque o que pode ser bom para um, pode ser ruim pra outros. Para mim, poema não é uma certeza científica e sua interpretação deveria ser proibida em provas de múltipla escolha. Quintana dizia que você não lê o poema, é o poema que te lê. Por isso, também, parei de participar de concursos de poesia, em geral. Na primeira “carta a um jovem poeta”, Rilke, diz que “basta sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo.” Eu concordo. Acho que o mais importante é que o poema e o ato de escrever agrade a quem escreve… Sem falar no ato de criar, em si, tão raro na sociedade em que vivemos. Agora, de preferência, concordo com Rilke, que seja pro escritor algo poderoso, forte, e não apenas uma distração. De resto, vai agradar a uns e desagradar a outros, sempre.

OBS: Acabei fazendo um post mais completo de dicas para escritores mais tarde, aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *