O HOMEM-ARANHA 3 E AS TEIAS DA SUPERFICIALIDADE

PRÓLOGO: Num dia frio, numa cidade apressada…

Sempre gostei de gibis e mais ainda de filmes bem feitos com os velhos heróis… Talvez seja eu quem tenha mudado, mas achei um tanto quanto fraco esse filme novo do velho Aranha.

Tudo certo com as lutas e balanços nas teias computadorizadas, e a adaptação (nunca igual) das histórias originais dos gibis pra tela, mas senti uma falta de profundidade, além de pedaços sem sentido no roteiro. Por exemplo, como Venom sabia da história da vida do Homem-Areia e sua filha? Mas, tudo bem, isso até que passa…

O pior mesmo que achei é a falta de algo mais profundo nos ideais do próprio herói, que em pareceu um defensor do estabelecido, do padrão e do bem-visto na sociedade, culminando numa cena em que ele passa sobre uma enorme bandeira estadunidense, com as cores de seu uniforme se confundindo com as daquele lixo… Peter Parker quer casar e ser feliz pra sempre nos moldes da vida de sua tia, quer comprar aliança cara ganhando uma miséria e sendo explorado no trabalho, quer a fama de ser o bom herói da cidade e, resumindo, vive preocupado demais com a visão dos outros sobre ele, tentando ser bonzinho demais tempo demais.

Isso tudo apesar de ter efetivamente resolvido quase todos os problemas de sua existência quando estava possuído pelo simbionte alienígena, com uma franjinha ridícula e roupas pretas para identificá-lo totalmente com o “lado negro da força”. Aliás, cá entre nós, muito mais interessante e liberto (e libertino e dançarino) seu lado franjinha.

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