PELO QUE (IXO)?

Antes que eu esqueça que sou escritor… Antes que eu não tenha tempo e me acostume com isso… Antes do ponto final, algumas linhas.

Jamais entenderei quem beija sem beijar. Um encontro de línguas ou bocas semi-mortas por segundos intermináveis… Sobre corpos desativados, sem calor, sem pulsação acelerada, sem suspiros, sem mãos buscantes, sem prazer, sem tesão. Para quê? O que há neste ato apenas pelo ato?

Jamais entenderei o beijo pelo beijo, como dois mortos grudados pelo queixo.

(Fabio Rocha – 15/12/2004)

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