COMO?

Antiofídica, a vida
ansiolítica
mamelucamente molda
a madeira o concreto
nos bairros que sobem do mato
e as pessoas que correm do fato
de não

Uma resposta

  1. Mais um poema… absolutamente fantástico!(Uma vez descoberto este lugar “mágico”, difícil para mim não voltar cá…e a cada visita não ser surpreendida! Pessoalmente, poucas coisas e/ou pessoas têm a capacidade, a sabedoria e o dom de me tocarem tão profundamente. Acredito que na vida, independentemente de bom/Bem ou mau/Mal, só algo de verdadeiramente grandioso e profundo na sua mais sincera essência, nos pode tocar a alma!)Não esperava, de todo, palavras tuas dirigidas à minha pessoa, e como tal agradeço-te pela extrema simpatia do acto “seja bem-vinda”, de coração: Obrigada!Contudo, e na verdade, neste caso, quem te agradece, somos nós, leitores, que temos o prazer de ser presenteados com o teu blog e tão belas palavras…(Já percebi que ele é bem mais do que li até hoje, inclusive pelas tuas obras e demais publicações, mas confesso que ainda não tive tempo de explorar….mas, com o tempo chego lá -risos-!)Como não poderia deixar de ser… adorei também este poema! Adoro, tão simplesmente a forma como começa «Como?» e termina “de não”… com um conteúdo recheado de simbologia e paradoxo. Perfeita a selecção das palavras.Deslumbrante!É incrível a forma como ficamos retidos nos teus poemas, como eles prendem o nosso pensamento, requerem a nossa absoluta atenção. E ali ficamos presos… obrigam-nos a uma segunda, a uma terceira leitura… ou mais!… até extrair dele o que o nosso inconsciente “deseja ler e entender”. Não existe vontade própria… apenas ele (o poema) se sente! Aqui está outra (mais uma) “magia” da poesia… a liberdade que nos oferece de bebermos das suas palavras, de saborearmos o seu significado e de sentirmos o seu infinito poder.Gosto da forma como os teus poemas se tornam um todo indissociável, indivisível… começam e terminam em si mesmo, com um propósito bem definido, um carisma próprio e único…. deixando no entanto, uma subtil abertura para eles próprios se soltarem, de voarem livremente para além das palavras e de entrarem na sensibilidade de cada leitor…Corajosa a tua forma peculiar de olhar o mundo e de, sinteticamente, a tornares grande!Simplesmente genial!Saudações do outro lado do oceano (ou como tu dirias: do outro lado da poça… gostei!)

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