DIFICULDADES IMPEDITIVAS

Ia
onde queria
mais.

Ia
onde queria
paz?

Ia
onde queria
mas…

4 respostas

  1. Perante palavras tão belas… fiquei eu sem elas!Vim parar aqui que nem um pára-quedas ou que nem uma estrela cadente… mas confesso que gostei de “cair” neste lugar.. um lugar bem aconchegante!Estava eu a navegar nas “águas turvas e ondulantes” da Net quando, subitamente (assim, de repente!)… fui levada pela corrente (como quem diz, de site em site) em “mares nunca antes navegados” (Camões) e me deparo “dentro” de um blog… que não procurei.. mas que encontrei! Agradeço ao acaso por me ter deixado “entrar”…Sempre apreciei poesia, mas nunca a soube “fazer”… essa é uma arte que poucos têm o privilégio de dominar. E por aquilo que pude perceber, felicito-te, Fabio (sem acento… achei graça!) pela maravilhosa capacidade malabarista de dar movimento, valor e sentido às palavras…Parabéns pela tua incansável dedicação… diria até paixão!Adorei… adorei imensos poemas aqui deixados… “abandonados”… à espera de um olhar indiscreto e profundo que os saiba apreciar… não só para ver… mas, ler! Entender!Não tenho como dizer: “este é o meu preferido”… pois seria injusto para com os versos (diversos) que me tocaram! Mas pequenas palavras/grandes pensamentos/verdadeiras verdades (passando a redundância) … sei que não vou esquecer… “ aproximar o tempo distante”, “eternizar um mínimo instante” (os primeiros versos que li de Fabio Rocha!)… assim como: «Por meus caminhos de buscar/achei o que tenho procurado:/o paraíso de andar.» (Lindo!)… “(Ouviu calmamente tudo,/deu meia volta/ e saiu)” (Triste este verso, na mais profunda essência do amor, mas deslumbrante a imagem!)… “Revelação”, todo ele me marcou… poema perdidamente sensível! O “Eu tentarei fugir…” de «Conversa com o filho invisível» é simplesmente grandioso… palavras sábias carregadas de pureza, genuinidade, liberdade, esperança e vida.. que só os olhos e o coração de uma criança conseguem alcançar!E mais.. e mais… poderia enumerar… mas não o farei pois acabaria por criar um verdadeiro blog dentro de um suposto “simples” comment (risos). Ah… mas esqueci-me de te dizer (se me permites que assim te trate – por tu -, com todo o respeito obviamente, até porque somos ambos da mesma idade e… gémeos… risos)… sou portuguesa e este comentário vem daqui… directamente para aí! Portugal e Brasil… não há como não cruzar caminho entre estes dois países irmãos! Como o mundo é pequeno e fascinante… incrível de facto!!! (Ao contrário deste “comentário”, lamento!)Gostei particularmente, ainda, de (re)ler singelas e marcantes palavras de Florbela Espanca. Com certeza que conheces… e bem, sem dúvida… um poema dela conhecido por todos, em qualquer lugar do mundo: «Ser Poeta (Perdidamente)», do qual também se fez uma maravilhosa melodia, cujo poema é tão bem interpretado pelo cantor português Luís Represas. http://www.anos60.com/outros/perdidamente.htmPara terminar… e com o máximo de respeito para com os teus poemas, vou pegar neles com a seguinte finalidade: fazer votos para que consigas sempre ser «Ecos de um poema passado», onde a «Potência é mais que poder». Que continues a escrever com a mesma «Impaciência» e «Despertar», (“Acordar/sem pressa/para o infinito”) e que possas encontrar… sempre… na poesia a «Paz» que procuras! E que raramente entres «Dificuldades Impeditivas» no alcance do teu sonho…(Desculpa a extensão do texto!)~alexandra~

  2. Fábio :A concisão do poema surpreende.Principalmente, pois consegue se explicitar a mensagem no final.Vamos somando os MAS desta vida e construindo pontes de contato.Abs.Ricardo Mainieri

  3. Obrigado, gente, pela leitura e comentários… Alexandra, seja bem-vinda a esta morada. Espero que volte sempre! Que maravilha sua leitura, me emocionou… Esse seu comentário parece até um prefácio!Obrigado pelo carinho e tudo de bom pra você também!

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